Consumo sem fronteiras


O aumento do uso de smartphones, a tendência do Mobile first e a proliferação das redes sem fio alavancaram o e-commerce no Brasil, mesmo em um período de grande instabilidade na economia do país.

Neste cenário, comprar sem sair de casa ficou mais atraente ainda devido à variedade de produtos e sites, às condições de pagamento e entrega facilitadas e à diferença de preços em relação às lojas físicas.

Segundo o levantamento do site americano eMarketer, em 2015 37,3 milhões de brasileiros fizeram pelo menos uma compra através de meios digitais. Esse número se refere a 40,3% dos usuários de internet no Brasil,  que correspondem a 23,3% do total da população. O crescimento da população de consumidores digitais está desacelerando, o que é bem natural, porém deve permanecer acima dos dois dígitos em 2016.  



O comércio eletrônico registrou crescimento nominal de 15% no faturamento, movimentando R$ 41,3 bilhões em 2015. A previsão é que, até o fim de 2016, o e-commerce nacional fature R$ 44,6 bilhões, o que representa um acréscimo nominal de 8%, em relação ao período anterior, de acordo com a 33ª edição do relatório WebShoppers, elaborado pela E-bit/Buscapé (via Agência Brasil).

Brasileiros que compram online and Compras no exterior of Categoria de Produto datacards



Valores e datas comemorativas


O mesmo levantamento da E-bit/Buscapé mapeou também a sazonalidade do e-commerce no Brasil em 2015, que apontou faturamento, valor médio gasto e crescimento, em relação a 2014, nas principais datas comerciais.


Faturamento (bilhões de reais) of Periodo datacards


A Black Friday - ação de vendas famosa nos Estados Unidos, conseguiu superar o Natal em valor médio de gasto por pessoa em sua versão brasileira em 2015 no e-commerce. Na sequência, Cyber Monday e Dia do Consumidor aparecem com valores maiores até mesmo que o tradicional Dia das Mães, conforme o gráfico abaixo (via Profissional de E-Commerce).


Tiquete Médio (reais) of Periodo datacards


Crescimento of Periodo datacards


E-commerce + Mobile

“Mobile first” — é assim que um dos maiores especialistas em comércio eletrônico do Brasil, Gabriel Lima, define esse novo paradigma. Sócio e diretor do Enextgroup, que presta consultoria ao mercado digital brasileiro, ele crava: “Não haverá mais um negócio de e-commerce voltado primordialmente para computadores de mesa. Você vai pensar primeiro no dispositivo móvel e depois no desktop. Isso já é uma orientação forte no exterior e também no Brasil. Tudo migrará para os celulares”. (Via Forbes Brasil)

 “Hoje, um a cada dois brasileiros entre 16 e 34 anos tem um smartphone, e quase 15% das transações no e-commerce do país ocorrem via celular. Em 2019, esse número vai mais do que dobrar, atingindo a marca de 197 milhões de aparelhos. Isso mostra a grande oportunidade que esse mercado representa para o e-commerce”, diz Claudia Sciama, diretora de negócios para varejo do Google Brasil. (Via Forbes Brasil)

O relatório Webshoppers da E-bit de 2015 também trouxe um dado interessante sobre o comportamento dos consumidores com seus smartphones dentro de lojas físicas. A pesquisa aponta que os consumidores estão utilizando os estabelecimentos tradicionais como showrooming: vai à loja para experimentar o produto, e usa o smartphone para tirar fotos, comparar preços, pesquisar e buscar informações sobre os produtos, conforme infográfico abaixo. (retirado do relatório E-bit Webshoppers)



Cinara Boessio, Gustavo Bourscheidt, Mariana Fontoura e Matheus Beust

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